Vagner,
Parábens adorei o filme. Vamos fazer para o dia 22 de março de 2010 um grandre estréia, com um mesa de debate sobre políticas para lésbicas.
Um abraço admirado,
Cláudio Nascimento
O outro é o novo filme de Vagner de Almeida, que tive o prazer de assistir no genial Cinema Nosso, na Rua do Rezende, 80, Lapa, RJ.
Trata-se do Sou Mulher, Sou Brasileira, Sou Lésbica.
Vagner, a partir de depoimentos em primeira pessoa, com nome, sobrenome e face, expõe algo que a sociedade brasileira se recusa a admitir:
Lésbicas não são marcianas - como já nos anos 80 demonstrava a poeta Leila Míccolis, uma das precursoras do ativismo lesbiano fluminense.
São mulheres como quaisquer outras, exceto pelo seu desejo afetivossexual e pela carga de violência que essa singela peculiaridade, do âmbito de sua vida pessoal, privada, é capaz de fazer desencadear:
mães, filhas, avós. Mas, sobretudo, pessoas que constroem sua trajetória a partir do posicionamento crítico ante o absurdo dos processos de estigmatização.
O melhor do filme do Vagner, de meu ponto de vista, é ter conseguido compor um belíssimo retrato da diversidade lesbiana nacional urbana a partir de personagens que espelham a maioria - são pessoas que trabalham, estudam, constroem e investem em projetos (pessoais e coletivos), amam, sofrem, resistem, insistem.
Trazem as marcas de nossa brasilidade, manifestas por meio das chamadas transversalidades - étnica, geracional e de classe e posição.
Poder ver lésbicas "de carne e osso" falando sobre sua experiência pessoal e profunda (porque consciente, crítica) ante "a dor e a alegria de ser o que é", sem dúvida é um acontecimento inaugural.
As imagens positivas comumente veiculadas de homossexuais tendem a reproduzir as mesmas marcas associadas a poder e prestígio, vigentes na sociedade como um todo - traços europeus e imagem portadora de referências que remetem ao estrato social médio alto.
Em resumo: que não se pareçam com "povo".
No filme do Vagner a empatia aflora de cara: são "pessoas comuns", passíveis de serem "encontradas em cada esquina".
O que é o mesmo que dizer: de tão comuns, podem perfeitamente fazer parte de nossas redes de relações.
Esse, para mim, o grande "achado" do filme do Vagner: a possibilidade de fazer ver a humanidade que habita em todas nós.
Vale não só conferir mas, sobretudo, utilizá-lo como ferramenta pedagógica na educação para a democracia, para os direitos humanos, para a diversidade, para o respeito ao outro, para a ética.
Valeu, Vagner! Gratíssima por mais essa.
Escrito por: Rita Colaço – UFF – Doutoranda, História, Ciências Sociais Aplicadas, Direito – Arquivo Nacional, Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN), TV Brasil
Visitar o blog: http://comerdematula.blogspot.com/2010/01/sobre-ajuda-ao-haiti-e-o-novo.html
Meu querido Amigo Vagner, seu novo filme, o primeiro de uma trilogia como você mesmo explicou, veio prometendo revirar muito bagulho que nós seres humanos escondemos embaixo do tapete de nossas, por assim dizer, virtudes. Eu ri algumas vezes, mas não é por que vi coisas risíveis do ponto de vista do que é banal, não! Ri por que vi uma verdade árida como um deserto, mas onde mulheres continuam com suas pás cavando para encontrarem água e poder matar suas sedes de tantos desejos humanos que temos, muitos deles, desde que nascemos, desejos, sobretudo, de respeito e liberdade. Ri, da coragem, ri das palavras sem meio termos, sem disfarces, e cheias de paixão, dessas que são mulheres, são lésbicas e são brasileiras... E se eu puder definir com uma única palavra o que assisti naquela sala de cinema eu diria que da sua parte e da parte daquelas mulheres, vocês todos foram muito corajosos. Parabéns, a você e a todas aquelas mulheres de tantos sotaques e de tantas paixões. Grande Abraço.
Carlos Renato Eller – ator e escritor
Oi, Vagner
Como disse no Facebook, sou sua fã de há tempos. Admiro muito o trabalho que vem realizando, por meio de seus filmes.
O Borboletas da Vida, por exemplo, peguei na ABIA e levei para os professores da pós-graduação da Escola de Serviço Social da UFF, onde fiz o meu mestrado (proteção social).
Fiquei impactada com o nível de consciência crítica dos personagens que você conseguiu acessar. Sou originária da Baixada Fluminense. É uma realidade que me é familiar - a ponto de ser objeto de minha pesquisa no mestrado.
Abraços
Rita
Vavá!
Você merece todos os comentários elogiosos sobre o seu trabalho!
Ainda não vi o filme, mas pelas críticas da Rita Colaço parece muito bom! Eu pensei que iria passar em circuito nacional...
Quando nós de Recife veremos o filme?
Saudade de vocês!
Beijos para você e para o Richard Parker o co-produtor do filme.
Cinthia Oliveira.
Parabens Vagner. Ficamos todos loucos para assistir. Abraço forte.
CaboFree – Claúdio Lemos – Ativista e empresário
Olá Vagner,
Não pude comparecer na quinta-feira (por causa daquele temporal que desabou no Rio!). O documentário está em cartaz em outro lugar? Quais os horários de exibição?
Um abraço e espero que, apesar da chuva, a estréia tenha bombado! – Sou be que bombou e os coment;arios são os melhores possíveis
Graça
Sempre acompanho o sucesso de seu ultimo doc através dos emails e fico muito feliz com seu sucesso!!! Parabéns! Você merece!! Saudade de vocês, viu! Beijão
Carol Prado - cineasta
Não pude comparecer, na estréia mas soube que foi um sucesso
Eugênio Ibiapino - ativista
Cara adorei o seu trabalho... para mim foi muito importante ver para poder ter força para poder enfrentar tudo o que estou passando...
Foi muito importante para mim...obrigadoo
CLAROOO.... já te dice que esse documentario esta me dando muita força só gostaria que me dicesse o dia e a hora da proxíma exibição, quero levar muita gente....Depois vou roubar pois amei a foto que vc tirou de mim... bjinhuss
Salete - jovem
Eu que agradeço a oportunidade impar de acompanhar de perto o seu trabalho, espero estar na estréia do vídeo do qual tive o prazer de ser um dos protagonistas.
Roger Nascimento - ativista
Parabéns pela estréia !
Não pude comparecer, mas pelas fotos deu pra ver que foi um sucesso!
Beijo
Pricila -
Parabéns, Vagner pela estréia. Vc é luxo!
Márcio Caetano
PARABENS E TODO O SUCESSO DO MUNDO
Isabelita dos Patins
sucessoooooooooooooooooooooooooo. Bjkssss
Jane de Castro
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ok adorei o filme que esta em construçao para uma sociedade mais ampla e menos homofóbica. Abraço e espero que quando estiver nos cinemas voce me avise ok? E outra se vc quiser tambem poderia contruir um filme sobre a homofobia e sobre a vida dos gays . Aquele filme "Bruno" estragou a reputação de todos nós. pelo amor de Deus ninguém merece ver aquilo!
Q%&*Q
Vagner
Vi com interesse o clip de seu novo filme. Parabéns. Apenas recomendo, com ênfase, que tome cuidado com a palavra "depoimento" usada por algumas pessoas para descreverem o seu filme. Entrevista não é depoimento. Depoimento é um termo policialesco, derivado da memória das ditaduras brasileiras. Depoimento é contra. Entrevista e favorável.
Abraços apertados
José Carlos Meihy
Oi Vavá,
Já soube que foi um sucesso!!! PARABÉNS! você é mesmo um luxo!
Estou louca para ver, mas já sei que vou gostar. Infelizmente tive que vir correndo para São Paulo e não pude comparecer á sua estréia.
Siga nos avisando das próximas exibições, tá bem?
Um beijo grandão pra ti!
Silvia Aquião
Gostei muito poder ter assistido seu último documentario. Achei a produção boa. Como voces trabalham! Fico feliz com seu sucesso! Parabéns e votos que continuem com a mesma energia. Tenho uma sugestão. Não seria hora, com objetivo de unir as partes do mundo de sexo alternativo, trabalhar sob um rótulo só? Meu voto seria para usar "gay". Mesmo com as ligações geograficas/historicas a ilha Lesbos, não prefiro me identificar lesbian. Acho que faco parte de um universo maior. . .So estou papando , e sem direito de voto como não faço ativismo. . .
Rosemay
Olá Vagner!
Eu sou amiga da Jandira Queiroz e nos conhecemos ontem no lançamento parcial do seu comovente e maravilhoso filme "Sou mulher, sou brasileira, sou lésbica". Aliás, quando será mesmo a reapresentação lá na Laura Alvim, hein?
Enfim, eu estou entrando no movimento agora, de um ano pra cá, mas tenho o maior respeito por quem "deu a cara a tapa" durante tantos anos para que eu pudesse hoje viver sem tantos constrangimentos como no passado. Obrigada a você, à Yone, à Gilza, a todos os "dinoussauros", como você mesmo disse, do Movimento LGBT no Brasil...
Confesso que este ano de 2010 vai ser um pouco difícil "mergulhar de cabeça" na militância. Estou terminando o meu doutorado e a minha militância se dará, além de 24h por dia em qualquer ocasião (na cama, na padaria, na universidade, no supermercado), muito mais dentro do mundo acadêmico. Já organizei um seminário sobre o tal bullying, a transfobia na escola na UniRio. Agora, estou promovendo uma série chamada "Fórum de Cinema e Sexualidade", seguida de debates. Gostaria muito de poder exibir seu filme lá, muito mesmo!
Desculpe, sempre escrevo muito. Minhas mensagens acabam virando um "testamento". Só gostaria de fazer esse primeiro contato e ficar à sua disposição no pouco que eu puder ajudar neste ano, pois ainda estou dando os primeiros passos na minha carreira, construída ao longo de anos, para ser pesquisadora e professora universitária, se Deus quiser! Gostaria de estar cada vez mais presente, mas além do doutorado, da nova faculdade que inventei de fazer, dos bicos pra sobreviver (sou muito "fodida" de grana mesmo, desculpe a expressão), ainda tenho que cuidar da minha mãe que faz quimioterapia há um ano e meio (e não gosta nadinha do fato de eu ser lésbica, apesar de me confessar que via traços de "menino" em mim desde os 4 anos de idade, o que é pura verdade... rsrsrs!).
Estou aqui. Estou aqui para viver de verdade! Depois de tanto sofrimento, de uma depressão crônica desde a infância (da qual estou quase me livrando só pelo fato de me aceitar como lésbica, ter deixado de ser alcóolatra e continuar meu tratamento psiquiátrico), de tanta auto-repressão, de um casamento hetero violentíssimo de 11 anos e de uma tentativa frustrada de suicídio com 96 comprimidos de tarja preta e muita bebida, eu como que "ressuscitei" há dois anos e comecei a viver pra valer.
Não sou atriz, não quero me promover, mas se precisar de mim, estou disposta a aparecer. Nem sei se isso pode prejudicar minha incipiente carreira acadêmica, porque nós, LGBT, temos sempre que ser mais inteligentes, mais competentes, mas legais aos olhos dos outros para que possam "passar por cima" desse nosso "pequeno defeito" afetivo-sexual, da nossa ousadia de gostarmos do mesmo gênero, enfm... O fato é que eu estou farta de repressão e auto-repressão; não sou mulher de me esconder...
JRC
Oi Vagner
Nós do Cinema Nosso, também gostamos MUUUITO!
Parabéns
Um abraço
Felicia
Oi Vagner sou a Carolina do Cinema Nosso, estou enviando esse e-mail para não perdermos o contato e para parabenizar pela linda apresentação do seu filme. Fiquei muito feliz pelo seu trabalho, pelo público, pelo bate-papo e pelo filme, desejo tudo de bom em sua carreira e que este ano seja um ano de muitas realizações para todos nós.
Meu querido tudo de bom e me mande sempre que possível notícias, desejo acompanhar sempre que puder.
Um grande beijo
Carolina Merat
Parabens Vagner, mais um passo no caminho de enfrentamento ao preconceito,
vc é danado mesmo eh eh
Com admiraçao e respeito que sempre tive por vcs.
beijos
Dr. Wiliam Siqueira Peres
06/Janeiro/2010
Mulher, brasileira e lésbica
O diretor Vagner de Almeida realizou um documentário que relata histórias de “mulheres que fizeram a diferença no Brasil”. São entrevistas com militantes dos movimentos de mulheres lésbicas que retratam como essas pessoas enfrentaram a discriminação e os desafios para construírem suas trajetórias de vida baseadas na dignidade e no combate ao estigma, à intolerância e ao machismo.
“A força desse filme está nas falas, nas vozes dessas mulheres – lindas, fortes, poderosas, honestas, guerreiras, mães, filhas, tias, avós, amantes, parceiras, vizinhas”, declarou o diretor.
Vagner de Almeida iniciou em 1995, com o curta Cabaret Prevenção, que retratava um espetáculo de mesmo nome onde a realidade cotidiana dos homossexuais e o impacto da epidemia da AIDS eram o tema principal.
Em 2004 dirigiu Borboletas da Vida, que desvendava a realidade de jovens homossexuais das periferias das grandes cidades, e os efeitos da pobreza e miséria sobre esse grupo. “Homossexuais, transformistas, borboletas da vida real brasileira... eles/elas carregam a mulher na bolsa”, declarava à época.
O filme Sou mulher, sou brasileira, sou lésbica contou com o apoio do Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Superintendência de Direitos Individuais, Coletivos e Difusos e da ABIA – Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids.
Sou mulher, sou brasileira, sou lésbica
Direção: Vagner de Almeida
Produção: Prazeres e Paixão
Lançamento – dia 14 de janeiro de 2010, às 19h30
Local: Rua do Resende, 80 – Lapa – Rio de Janeiro
Para assistir ao trailer: http://www.youtube.com/watch?v=8ZidQ4XiUdY
COLUNA DO CESAR GIOBB
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