Vagner - Quem é Vicky Walker? Vicky - Um espelho. Deixo que cada um veja sua própria imagem refletida em mim.
Vicky - Uma peça desse quebra - cabeças. Uma integrante de uma equipe coesa e profissional que se empenham para um produto final, que é a obra em si e seu entendimento pelo público. Vicky - Fazer com amor, carinho, dedicação e profissionalismo não é fácil. Exige do profissional e é assim que tem que ser. Faço com muito prazer. Para mim só existe o “Ser Humano”, trabalho para atingir o coração das pessoas e isso independe de classe social ou orientação sexual. Vicky - Fiquei muito feliz! É sempre um prazer ser convidada para integrar uma equipe. Pensei de imediato em usar uma das muitas músicas que fiz e tenho nesse trajeto de carreira artística; Depois pensei em realmente mixar algo com trechos de Ana Carolina, Maria Bethânia, Vander Lee... Mas não gostei do resultado. Então voltei à minha pasta de criações com frases que desenvolvi em 1994 com uma grande poetisa amiga: Madu Macedo. Vicky - Fiquei muito feliz. Sou uma artista que trabalha com, e para o público e sem peso de ser rico ou pobre homo ou hétero, branco ou negro... Todo trabalho é um desafio, todo trabalho é o mais importante.
Vagner - Trabalhando por meses nestas musica, enfrentando os desafios de estúdios, o meu estresse em ter a musica pronta, como foi tudo isto para você? Vicky - Foi prazeroso! Tenho experiência para dosar tudo. O momento de criação é o mais importante. Gosto de me isolar, preciso disso... É um processo que requer que eu ouça muitos estilos musicais, faça testes, ouça, ouça e ouça... Só assim pode ter diminuído a chance de erro. Existem fases numa criação que não deixo de cumprir... Como pré-produção, criação, produção, pós produção, divulgação. São fases distintas e ao mesmo tempo interligadas. Alguma requer equipe, conversação e outras requerem o artista e o silêncio; A conexão com o divino e inspirador. Vicky - Tenho 25 anos de experiência com a publicidade, TV e Cinema. Sou uma eterna aprendiz, mas aprendi com mestres como Tizuka Yamazaki, Jacyra Lucas, Carlos Fontoura, Tininha Araújo, Sérgio Goldemberg, Denise Duarte, Marília Pêra, Bibi Ferreira e outros queridos como você, que ficar frente às câmeras tem a mesma responsabilidade de estar atrás delas. Na frente temos nossa imagem, mas não estamos sós... Existe uma equipe que nos dá todo o suporte e confiança para nosso trabalho e exposição. Quando estamos atrás das câmeras temos nosso nome e nossa credibilidade... Temos a responsabilidade de fazer o nosso melhor para, quem esteja frente às câmeras possa ter segurança e fazer o seu melhor. Temos o objetivo de falar ao coração dos telespectadores. Cada pessoa numa equipe de imagem tem a mesma importância... Só uma equipe coesa e profissional alcançará o objetivo de ser entendida. Em ambos os filmes você fala do ser humano e eu amo isso.
Vicky - É sempre positivo o esclarecimento e o conhecimento, principalmente quando se trata de seres humanos que fazem parte do nosso dia a dia. No fundo fica a certeza de que somos iguais quando se trata de sonhos, lutas, alegrias, decepções, desilusões... . Esse documentário é uma arte e como todo arte requer a sensibilidade e a alma de quem cria e de quem a vê. Vagner - Como foi participar dessa produção? Vicky - Muito prazeroso! Só trabalho com quem confio. Gosto de trabalhar com profissionais Competentes e maravilhosos como você e Etiene Petrauskas . É sempre um grande aprendizado e prazeroso. Vicky - Eu não gosto de rótulos. Penso que enquanto houver divisões de grupos humanos estaremos longe da unificação. Não podemos criar grupos baseados no que se faz sexualmente dentro de um quarto. O termo lésbica originalmente referia-se somente às habitantes da ilha de Lesbos, na Grécia entre os séculos VI e VII a.C. Morava naquela ilha a poetisa Safo admirada por seus poemas sobre o amor e beleza, em sua maioria dirigidos às mulheres. Por essa razão, o relacionamento sexual entre mulheres passou a ser conhecido como lesbianidade ou safismo. Ser mulher no Brasil já é difícil. Mulheres ainda trabalham mais que os homens, e ganham menos. Mulheres ainda são obrigadas a levar as cruzes das famílias nas costas...( problemas de maridos e filhos). Agora fico pensando se em uma sociedade machista uma mulher é apontada como lésbica... O que muda em minha vida se a minha vizinha faz sexo com uma mulher ou com um homem? Esse filme é muito importante para percebermos o ser humano com toda sua grandeza e sua mediocridade e hipocrisia.
Interpretação: Vicky Walker Direção Musical: Delfim Moreira Produções Artísticas Produção Musical: Joe S. (Sound Designer) www.vickywalker.tv
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